Extensão

Coordenadora de Extensão

A Professora Julia Klaczko, designada por meio do Ato da Reitoria nº 1699/2024, é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos e doutora em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade de São Paulo. Realizou pós-doutorado na Harvard University e na Universidade Estadual de Campinas, além de ter sido pesquisadora visitante no Natural History Museum.

Atualmente, é professora adjunta do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília e coordenadora do Museu de Biologia da Universidade de Brasília. Atua na área de Zoologia, com ênfase em herpetologia, evolução de vertebrados e anatomia comparada.

Extensão Universitária no Instituto de Ciências Biológicas (IB)

A extensão universitária integra, desde a criação do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília, o compromisso institucional de aproximar o conhecimento científico da sociedade. Ao longo de sua história, o Instituto desenvolveu ações voltadas à formação educacional, divulgação científica, qualificação profissional, conservação ambiental e interação com diferentes setores públicos e privados.

Por meio de cursos, congressos, simpósios, oficinas, exposições e programas de capacitação, o IB consolidou-se como importante centro de difusão do conhecimento nas Ciências Biológicas, contribuindo diretamente para a formação de professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas.

Formação de Professores e Educação Científica

Uma das primeiras grandes ações extensionistas do Instituto ocorreu entre 1976 e 1977, com a realização do curso de treinamento em Ecologia destinado a docentes da Fundação Educacional do Distrito Federal.

Essa iniciativa capacitou aproximadamente quatro mil professores do ensino fundamental e médio, representando um marco na extensão universitária da UnB. Além da formação presencial, foi elaborado material didático específico para apoiar o ensino de Ecologia nas escolas públicas do Distrito Federal.

Esse compromisso com a educação científica foi fortalecido posteriormente com a criação do Núcleo de Educação Científica em Biologia (NECBio), responsável por projetos voltados ao ensino de Ciências, formação docente, inovação pedagógica e integração entre universidade e escolas.

Congressos e Eventos de Relevância Nacional

Ao longo de sua trajetória, o IB promoveu importantes eventos científicos que também exerceram forte papel extensionista ao ampliar o acesso ao conhecimento e integrar pesquisadores, estudantes e profissionais de todo o país.

Entre os principais eventos realizados destacam-se:

  • IX Congresso Brasileiro de Fitopatologia (1976), ocasião em que também foi lançado o periódico Fitopatologia Brasileira;
  • VIII Congresso Brasileiro de Zoologia (1981), com apresentação de centenas de trabalhos científicos e debates sobre conservação da natureza;
  • XIX Congresso Brasileiro de Fitopatologia (1986), em parceria com unidades da Embrapa em Brasília;
  • 3º Congresso de Ecologia do Brasil (1996), um dos maiores eventos científicos nacionais da área ambiental à época, reunindo mais de 1.500 participantes;
  • Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal (1999);
  • 51º Congresso Nacional de Botânica (2000), com mais de duas mil pessoas participantes;
  • XXV Congresso Brasileiro de Zoologia (2004), com cerca de dois mil trabalhos apresentados;
  • Congressos Latino-Americanos e Brasileiros de Micologia e Fitopatologia (2005).

Esses encontros consolidaram o Instituto como importante espaço nacional de produção e circulação do conhecimento científico.

Meio Ambiente, Cerrado e Sustentabilidade

A extensão do IB também esteve fortemente ligada à conservação ambiental e aos estudos sobre o Cerrado.

Em 2002, o Instituto participou da organização do Simpósio de Ecologia e Biodiversidade do Cerrado, em Brasília, reunindo pesquisadores para discutir desafios ambientais, preservação da biodiversidade e políticas públicas voltadas ao bioma.

Ao longo dos anos, projetos extensionistas nas áreas de Botânica, Ecologia, Zoologia e Fitopatologia contribuíram para:

  • educação ambiental;
  • valorização da biodiversidade brasileira;
  • conservação do Cerrado;
  • formação técnica em campo;
  • produção de conhecimento aplicado à sustentabilidade.

Internacionalização e Intercâmbio Científico

O Instituto também ampliou sua atuação extensionista por meio da realização de eventos internacionais de grande relevância, aproximando a comunidade acadêmica brasileira de pesquisadores estrangeiros.

Entre os destaques estão:

  • XI International Bat Research Conference (1998), realizada em Pirenópolis, considerada uma das maiores reuniões científicas mundiais sobre morcegos até então;
  • 19th Annual Meeting of the Society for Conservation Biology (2005), primeira edição realizada na América do Sul, reunindo participantes de mais de 70 países;
  • International Symposium on Non-Human Primate Models for Psychiatric Disorders (2008);
  • 46th Animal Behavior Society Meeting (2009);
  • encontros internacionais ligados à educação e inovação pedagógica, como o Workshop DynaLearn (2010).

Esses eventos reforçaram a projeção internacional do Instituto e da Universidade de Brasília.

Arte, Comunicação Científica e Sociedade

Outro destaque histórico da extensão no IB é o incentivo à comunicação científica e à integração entre ciência e arte.

Com a criação do Núcleo de Ilustração Científica, a Universidade de Brasília tornou-se pioneira no país ao institucionalizar essa área. O núcleo passou a oferecer disciplinas, exposições e atividades abertas à comunidade, contribuindo para a divulgação visual do conhecimento científico e para a valorização da biodiversidade brasileira.

Além disso, exposições, mostras acadêmicas e atividades culturais passaram a integrar a agenda extensionista do Instituto.

Compromisso Permanente com a Sociedade

A trajetória extensionista do Instituto de Ciências Biológicas demonstra que a produção científica deve caminhar ao lado do compromisso social.

Ao longo de décadas, o IB formou professores, promoveu eventos de grande impacto, difundiu conhecimento científico, fortaleceu a educação pública e contribuiu para os debates sobre saúde, meio ambiente e inovação.

Atualmente, a extensão permanece como eixo fundamental da atuação institucional, integrando ensino, pesquisa e sociedade e reafirmando o papel público da Universidade de Brasília.

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