Pesquisa

Pesquisa

A pesquisa atual do IB pode ser agrupada em duas grandes áreas temáticas, a saber: (1) Biotecnologia e (2) Meio Ambiente e Biodiversidade. Nessas áreas o Instituto coordena um Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (INC!) e participa de outros dois. Tem a coordenação de vários projetos envolvendo: Pronex – FAPDF/ CNPq; Proinfra/Finep; e Rede Centro-Oeste de Pesquisa MCT/CNPq/FAPDF. Inúmeros são os convênios gerenciados por docentes do Instituto com diferentes órgãos, tais como Petrobras, Ministérios (MMA, MCTI, MS, MEC) entre outros. O IB é bastante produtivo academicamente. Várias pesquisas inovadoras em áreas de fronteira foram e estão sendo desenvolvidas pelos docentes e estudantes de Ciências Biológicas e dos cursos de Pós-Graduação.

Biotecnologia

Entre tantas pesquisas e serviços vale destacar. Alguns desses destaques foram retirados da palestra proferida por Lauro Morhy, em 2011, no Simpósio de Biologia Molecular. A produção de hormônios de crescimento humano (hGH), por meio de hipófises humanas, de hibridomas, no período de 1975-1982 no laboratório de bioquímica. O produto foi vendido nacionalmente pela Central de Medicamentos. A produção de hemoderivados (albumina humana e fatores de coagulação sanguínea). Desenvolvido nos laboratórios de biofísica e bioquímica. Determinação da primeira sequência completa de aminoácidos de uma proteína no Brasil, em 1985. Este trabalho foi o embrião do atual laboratório de Bioquímica e Química de Proteínas (LBQP) e do Centro Brasileiro de Sequenciamento de Proteínas. Desenvolvimento de tecnologia de produção de insulina humana por engenharia genética, desenvolvida no laboratório de Biologia Molecular em parceria com a Biobrás, nas décadas de 80 e 90. Introdução de microssequenciamento automático e análise de proteínas, peptídios e aminoácidos, em 1991. Desenvolvida no Centro Brasileiro de Sequenciamento de Proteínas, com implantação da linha de serviços para atendimento a pesquisadores e indústrias. Implantou-se, assim, o primeiro Core FaciHty, no País, na área de proteínas. Implantação de espectrometria de massa de proteína e análise proteômica, no laboratório de Bioquímica e Química de Proteínas, de forma pioneira no País, década de 1990. Estudos sobre regulação de expressão gênica, desde a década de 1990. Estes estudos desenvolvidos no laboratório de Microbiologia envolveram o complexo entre a cauda poliadenilada dos RNAs mensageiros, sua proteína ligante PABP e o proteossoma. Participação no primeiro consórcio nacional sobre o sequenciamento de genômico (da bactéria Chromobacteríum violaceum), do laboratório de Biologia Molecular no inicio do ano 2000. Rede Genoma Centro-Oeste do fungo patogênico humano Paracoccidioides brasiliensis, desenvolvida no laboratório de Biologia Molecular, no período de 2001 – 2005. Além disso, vários organismos de alta relevância na área de saúde humana foram sequenciados em sequenciador de alto desempenho na década de 2000-2010, em consórcio nacional. Sequenciamento de dois genomas completos de bactérias lignocelulolíticas em sequenciador de alto desempenho, desenvolvido pelo Laboratório de Enzimologia, 2010, em apenas 10 horas, de forma pioneira no DF e no Brasil.

Meio ambiente e biodiversidade

Na área de meio ambiente e biodiversidade tivemos também importantes contribuições. Os departamentos de Zoologia, Botânica, Ecologia e Fitopatologia tiveram participação preponderante no conhecimento da flora, fauna e do ecossistema Cerrado. Centenas de artigos foram publicados em revistas internacionais, o que colocou o Cerrado no mapa do conhecimento. O IB tem como uma de suas principais vocações, os estudos sobre biodiversidade, ecologia e sustentabilidade dos biomas brasileiros, tendo investido fortemente na formação de recursos humanos para garantir esse objetivo. Um dos primeiros programas de Ecologia do Brasil foi implantado na UnB. O notável progresso na compreensão do papel de savanas em modelos globais, especialmente estudos relacionados com balanço do carbono e do papel do fogo é também o resultado de pesquisas realizadas no Departamento de Ecologia da UnB. Entre esses estudos pode-se destacar: Ecologia de Ecossistemas, o grupo de pesquisa liderado por Mercedes Bustamante (Biogeoquímica de ecossistemas tropicais) vem conduzindo vários projetos que envolvem o estudo de impactos das mudanças no uso da terra sobre o funcionamento dos ecossistemas em várias escalas, com ênfase em sistemas amazônicos e de Cerrado. Tais projetos incluem colaboração com diferentes instituições nacionais e internacionais e forte participação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado. Em particular, os estudos sobre o Cerrado permitiram aprimorar a compreensão do papel destas savanas em estudos globais, especialmente estudos relacionados com os ciclos de carbono e nitrogênio, papel do fogo, e impactos sobre as emissões de gases de efeito estufa, com forte presença nos fóruns internacionais. Os estudos sobre o Cerrado também apoiam políticas públicas para a região. Outros destaques: Taxonomia e Ecologia de cupins Neotropicais e envolve estudos em diversas regiões do País, especialmente no Cerrado e na Amazônia. É referência na Taxonomia de cupins neotropicais e mantém um banco de dados mundial sobre cupins (Termite Database, online desde 2002); Evolução, sistemática, biogeografia e conservação da herpetofauna; comportamento animal, principalmente de aves; interações entre insetos herbívoros e suas plantas hospedeiras; ecologia, biogeografia e conservação de aracnídeos, aves e mamíferos; ecologia, biogeografia, s conservação de plantas do Cerrado, estudos do solo do Cerrado; estudos limnológicos; estudos sobre fisiologia de plantas; estudos sobre ecologia do fogo e ecologia vegetal. O Departamento de Fitopatologia promoveu um extensivo levantamento sobre os fungos do Cerrado, já constando mais de 120 novas espécies e cerca de 20 novos gêneros descritos nos últimos 20 anos, além do estabelecimento de uma Coleção Micológica contendo 23.000 espécimes de microfungos associados a plantas do Cerrado. Com isso e a publicação de mais de sessenta trabalhos nos melhores periódicos internacionais, o setor de micologia do FIT ganhou notoriedade internacional com ampla inserção na International MycologicalAssociation e Mycological Society of America, tendo essa última, designado Dianese, seu Honorary Member em 2010. O envolvimento com a Associação Latino-Americana de Micologia tornou possível a realização pelo FIT de seu V Congresso em Brasília, em 2005. Estudos sobre várias doenças de plantas cultivadas foram desenvolvidos pelo grupo da Fitopatologia, desde a década de 1970, contando com a colaboração de pesquisadores dos três Centros de Pesquisa da Embrapa localizados em Brasília. Várias linhas de pesquisa foram iniciadas e desenvolvidas como: Interações entre animais e plantas; Entomologia Forense; Ecologia do Fogo; Ecofisiologia Vegetal. Paralelamente, vários docentes têm atuado na constituição de redes regionais de pesquisa como forma de alavancar a formação de recursos humanos, a produção científica e reduzir as desigualdades regionais. Uma delas é a Rede ComCerrado instituída oficialmente através da Portaria MCT n° 319 de 7 de maio de 2009 e publicada no Diário Oficial da União em 11 de maio de 2009. Essa é uma rede de cooperação em ciência e tecnologia para a conservação e o uso sustentável do Cerrado. Atualmente conta com oito núcleos regionais sediados nos seguintes estados e instituições: Minas Gerais – núcleos UFMG e Biotrópicos/UFVJM (Diamantina), DF – núcleo UnB, Goiás – núcleo UFG, Mato Grosso – núcleos UFMT e Unemat, Bahia – núcleo UFBA e Maranhão – núcleo Uema/UFMA. Outro ponto importante foi a publicação de dois livros sobre o Cerrado. O primeiro The Cerrados of Brazil, em 2002 que se constituiu na primeira obra publicada em inglês cobrindo um ecossistema tropical, em que a maioria dos contribuintes foi cientistas e pesquisadores da região. Muitos deles professores dos Departamentos de Botânica, Ecologia e Zoologia e do Programa de Pós-Graduação em Ecologia. O livro fornece um resumo em profundidade da compreensão atual dos cerrados para os pesquisadores versados no campo, bem como uma introdução à biologia do cerrado para a comunidade internacional não iniciada. Entre os temas abordados estão padrões de uso da terra, paleoecologia, o papel do fogo, a diversidade entre as populações de plantas e animais, as interações inseto-planta e as estratégias de curto e longo prazo de conservação. O segundo foi o livro “Cerrado: conhecimento quantitativo como subsídio para ações de conservação”. Brasília: Thesaurus, 2010. v. 1.49 e financiado pela Conservação Internacional do Brasil e que contém um banco de dados valioso sobre flora e fauna do Cerrado. Um dos marcos da ciência ambiental no Brasil, o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) tem produzido, através de uma rede sítios de monitoramento e experimentação, novos conhecimentos sobre o funcionamento da Amazônia e do Cerrado como entidades regionais no sistema Terra e suas respostas às mudanças climáticas e do uso da terra. Docentes do Departamento Ecologia foram responsáveis por projetos no âmbito do Programa LBA, com forte colaboração internacional, que avaliaram os impactos biogeoquímicos de alterações uso do solo no Cerrado sobre sistemas terrestres e aquáticos com vários artigos e revistas internacionais de impacto.

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